quinta-feira, 13 de setembro de 2018
Fale Comigo!
E são pessoas que não me conhecem e desejam entrar em contato comigo, quem diria!
Se for esse seu caso, aviso que resolvi entrar na modernidade (há um tempo já) e você pode me encontrar no Instagram: @thadeuwersa
Se você não for de instagram, vai aqui o blog mais recente lá no wordpress: https://existenciaa.wordpress.com/
Também tem a opção do facebook: Thadeu Saieg
Enfim. Esse blog representa uma parte importante da minha vida, se você gostou de um texto aqui vem trocar uma ideia comigo!
Abraços !
quarta-feira, 13 de março de 2013
Indagação
Ela não quer estar do seu lado
e nem por um momento
ela não quer estar com você
sinto muito, nada pode fazer
Você perdeu a muito tempo
perdeu o tempo e aquilo
esqueceu-se do riso e de tudo,
você perdeu tudo, amigo
Iludiu a ilusão
perdeu tudo o que restava
e muito mais,
mas nunca mais
Não adianta as promessas
Elas não serão concretas
Não me faça esquecer
Não vou perdoar você
E você me prende a alguma coisa
preso a mim me prende a você
Junto a mim você me tira o ar
Me faz desviar o olhar
Eu não posso entender
como quer mudar tudo
como quer mudar o mundo
se eu sempre vou ser você.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Viajantes
Um segundo que se passa na sua mente é a imensidão de tempo que se passa lá fora. Ele estava certo disso. Pensava mais do que agia. Seu mestre? Um homem de arte e de derrota, muito derrotado, um mestre.
Pelos segundos que pairavam no ar João se sentia bem aquela noite, seu tutor levantava dando a entender que não fora atingido.
Erico se levantava calmamente para admirar os corpos estirados em sua frente. João tinha uma arma em sua mão e se sentia bem por não estar morto.
A noite estava mais escura naquele dia, mas o brilho das estrelas se intensificara.
Erico pegou a arma da mão de seu pupilo e supôs que aquilo tudo já estava terminado.
Jimmy era um americano canalha, chegara em terras latinas para se apossar dos tesouros. Dinheiro, bebida e mulheres. Andava com dois melhores amigos causando estragos em todo o país. Matando, roubando e estuprando. Jimmy era covarde, tal como Henry e Steve, mas se achavam corajosos. Achavam os latinos uma raça inferior, mas criticavam a atitude de radicais como os neonazistas. “Ganhamos a guerra”, pensavam eles.
Em um sábado de manhã saíram de um hotel. Se encontravam no interior, o grande interior do país. Estavam com fome e com sede.
Jimmy tinha uma arma. Queria usa-la naquele dia. Seu primeiro passo foi ir num bar, num humilde bar de esquina e pedir o famoso pãozinho para os seus amigos. “Cana”, disse para o garçom com um sotaque bem afiado.
O garçom levou três copos de cachaça, e três pães na chapa. Acabaram de comer e sem pensar duas vezes, Jimmy se levantou e deu um tiro no garçom. Houve gritos, Henry e Steve saquearam todo o caixa do bar enquanto Jimmy olhava maravilhado para suas vítimas. Matou todos, um a um.
Roubaram um carro na frente do bar, matando o motorista que tentou reagir, deixando Jimmy muito irritado.
João e Erico, especialistas, não policiais, mas justiceiros, entravam no bar no sábado de manhã, olharam todos mortos e o barulho da sirene.
”Não aqui…”, pensou Erico.
Pegaram o carro e foram andando, de bar em bar, loja em loja, esquina em esquina, todos mortos, todos eles. Tinham que fazer algo, precisavam fazer algo, seguiam se rastro.
Numa noite de sábado, naquela noite de sábado, Jimmy não queria perder nada. Uma pequena festa numa praça o chamava atenção, viaturas estavam ali, o que não queria dizer que não poderiam ir a caça, escolher uma e sumir com ela.
Jimmy, Henry e Steve se atreveram em uma linda jovem. Cabelos ruivos, não sabiam dizer se era pintado ou não. Magra, com a pele branca. Chamou atenção do bando. Eles a queriam.
Jimmy chegou tentando impressiona-la em inglês, ela não olhou ele nos olhos um minuto que fosse, estava parada, em seu canto, fumando e admirando algo no meio da multidão.
”What’s your name?”, Arriscou Henry.
Jimmy deu um tapa em seu peito furioso. Ele tocou em seus cabelos e disse num português muito pouco claro, “Você vem com a gente”.
Os três cercaram a jovem, e a levaram para um pouco longe dali, num parque mais deserto.
”Se eu fosse vocês, deixava a garota em paz”. Erico apareceu atrás deles. “Não entenderam?”
João não disse nada, ficou quieto com um olhar neutro penetrante.
Jimmy ficou furioso. Puxou o gatilho na direção de Erico.
Com Erico caído, João continuou sem expressão, calado.
”YOU! Vai querer também?”
João se irritara um pouco com o sotaque de Jimmy.
A garota estava desesperada, sendo segurada por Henry e Steve.
João, que estava com as mãos na cintura, estava, já de um momento para o outro, com uma arma na mão. Três tiros.
A noite estava escura, mas a lua brilhava. A jovem correu passando por João e voltando correndo para o parque, não olhou para João e nem para Erico.
Erico pegou a arma da mão de seu pupilo e supôs que aquilo tudo já estava terminado.
Quem era Erico e João? Erico já estava velho e João era seu filho. Não tinham permissão pra porte de arma e não eram daquela cidade.
Eram apenas viajantes.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Feliz Natal
Todo homem bom sofre. Todo bom homem arca com as consequências.
Encontro-me em casa, de dia, os olhos estão frenéticos, correndo junto com os pés. Meu telefone toca, ela me diz coisas como querer passar o natal comigo, ficar ao meu lado.
“Feliz Natal”, ela diz.
Não falo nada, estou parado no meio da sala, com o telefone nas mãos, quieto. Alguém grita me dizendo para fazer algo, acho que é algo como arrumar o quarto, ou a mesa, não me lembro bem.
Eu não estou ocupado, mas ela desliga o telefone, não dei nenhuma resposta. Eu ando até o meu quarto e me jogo na minha cama.
Lá se vai uma tarde conspirada. Muitos vão embora, restam poucos, os que sobraram são a sobra, e eu estou com eles.
O telefone toca novamente, meu amigo me diz algumas coisas, fala sobre o natal, a família, a garota que é vizinha de seu tio. Tento aconselha-lo, mas não sei nada sobre o assunto, mesmo tendo passado por diversas situações parecidas, não sei nada sobre isso. Não estou mais triste, mas a conversa acaba.
“Feliz Natal”, ele me diz.
Aos poucos as coisas vão se formando, a mesa está arrumada. Lembro-me como se estivesse em um dia normal. É um dia normal.
Volto ao passado por alguns segundos, desejando serem minutos, talvez horas. Eu, com todos juntos, brindando, conversando, os presentes, a comida, a alegria de uma criança. Por que era tão mágico? Não apenas o natal, mas todo o resto.
“Feliz Natal”, alguém passava no corredor.
O segredo é esperar até meia noite. Não sei porque, mas as pessoas insistem em desejar feliz natal na véspera. O ritual de quando se é criança, não vejo isso no meu irmão, talvez esteja escondido, como estava comigo. Talvez o natal nunca foi desse jeito, talvez fosse apenas a “magia” de ser criança.
Então já é natal, não sinto nada. O que deveria acontecer? É um fato que se passou um ano do que aconteceu ano passado. A mesma coisa na verdade, mas esse é o único fato.
Nunca pensei que diria essas coisas que agora falo com tanta tristeza, mas, infelizmente, não vejo graça no natal, não nesse tipo de natal.
Eu lembro que eu ficava emocionado só de pensar que essa época estava chegando perto. Que maravilha era o natal.
Talvez tudo tenha mudado, mas acredito cada vez mais que sempre foi assim.
Vou para a janela, assisto fogos de artifício. Fogo de artifício no natal, uma coisa que só deve existir no Brasil, eu acho. Sinto alguém próximo de mim, e com a maior tristeza do mundo eu digo:
“Feliz Natal”.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Angústia
"Você me desculpa?"
"Pelo o que?"
"Você teve sua chance."
terça-feira, 23 de outubro de 2012
R.E.M.
"Sim, para sempre!"
"Nós não vamos viver muito mais, mas eu quero ir embora junto com você"
Tudo fica branco.
Estou na sala de aula, ensino médio. Em minha volta muita gente, mas do meu lado meu amigo e Ela, como era costume. Um professor de matemática mandando a gente desenhar expressões em figuras que pareciam ser rostos num papel. Eu estava brincando, fazendo bagunça, meu amigo e Ela já tinham acabado o dever. Eu, por mais que me esforçasse não conseguia me concentrar e continuava a fazer bagunça. O professor gostava de mim, mas ficou muito irritado com a minha bagunça. Eu também gostava dele, mas fiquei irritado que ele não estava sendo paciente.
Tudo fica branco.
Estou com pessoas da minha antiga escola observando algo que não me recordo bem, parece um passeio. Meus amigos estão atrás de mim. Coloco minha mão sobre uma mão atrás de mim pensando ser um amigo e faço uma brincadeira. Olho para trás. É uma garota da minha escola, não era da minha sala.
"Desculpa, pensei que fosse outra pessoa"
"Tudo bem"
Olho para o lado e vejo um conhecido da mesma sala dela, os dois são amigos. Brinco com esse garoto sobre ser uma criança e ele ser meu pai. Os dois acham graça, nesse momento pareço muito baixo.
Branco.
Estou me arrumando num banheiro que me lembrava o do quarto do meu irmão. Estou ajeitando o cabelo com um pente. Um outro amigo entra no banheiro.
"Preciso usar o banheiro"
"Estou me arrumando"
"Então não olhe!"
Ele entra no banheiro e eu saio imediatamente. Vou para a sala, lembra a antiga casa da minha avó. Lá na sala os dois conhecidos da minha escola viraram dois antigos amigos meus. Eles estão deitados no chão junto com o meu primeiro amigo que está sentado em frente a uma TV ligada. Nada passa na TV, a sala está escura só com a luz da TV iluminando. Falam sobre uma história sobre o caso de uma garota que ficou com um garoto e eles eram amigos, e, nesse mesmo momento, Ela entra na sala. Meu amigo continua a conversa.
Ele cita o nome de uma pessoa que está na sala, deitada no chão, como se ela não estivesse lá.
Ela olha imediatamente para mim e eu para Ela, não consigo fingir e esboço um sorriso sem graça. Ela começa a chorar e sai da sala.
Olho para meu amigo e ele se desculpa com a cabeça. Eu saio atrás Dela. Tudo Fica Branco.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Eleuterofobia
Até aonde você iria por uma pessoa? Que escolhas faria por ela? Para chegar aonde cheguei precisei viver por mim mesmo, me libertar da necessidade de alguém.
Um dia, porém, acordei sem pensar em nada. Andei pela casa sentindo a vida, inspirando cada centímetro de bagunça, de poeira. Estava tudo sujo. Eu estava sujo. Olhei pela janela e vi o que nunca tinha visto: Uma vista maravilhosa, por entre concretos cinzentos, havia uma vista maravilhosa. E nada mais era vulgar.
Queria resolver problemas antigos, e fui sem peso na consciência. Não tem como agradar a todos e, normalmente, quando agrada a um, fere a outro. Nunca tive inimigos e nunca gostei de ter, pra mim eles não existem.
Saí na rua fazendo com que o mundo não me visse, era o dia de ser livre. Encontrei-me com algumas pessoas e arrumei minha vida. Ajeitei a bagunça.
Por que as pessoas não pensam iguais a mim?
A vida é muito complexa para problemas insignificantes, deixemos, por fim, a problemática de lado, pelo menos as que são sem sentido, as que não tem necessidade.
Eu estava bem comigo mesmo, me vangloriando por ser melhor do que eu podia e não só perdoar a outros, como perdoar a mim mesmo. Eu consegui me vencer, encontrar um eu de paz.
Como eu disse: As pessoas não pensam iguais a mim e é por isso que quando você agrada a um, você desagrada outro. Eu não tenho inimigo, não quero ter, e por isso ninguém vai ser o vilão para mim. Só para mim.
Se alguém me perguntar quem está errado eu não sei responder. E quem, afinal de contas, é o vilão?
Eu construí essa destruição e vou ser o único que vai pagar por ela.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Pede pro doutor examinar
Por que minha cabeça é um tumulo?
Por que isso se foi tão rápido?
Desculpas a mim mesmo
Confusões em minha mente
Esvazia meus olhos cheio d'água
Pensamentos no pior
Nunca fui bom
ou sempre fui enganado
chega das perguntas
não consigo seguir meus planos
e as poesias sofrem também.
O que falo nem sentido faz
mas tem uma direção,
qual a direção desse sentido?
Qual o sentido dessa direção?
Desculpe meu amor, não consigo
Escrevo coisas sem sentido
Tento achar a direção
Não consigo mais mostrar meu amor
Não consigo mais mostrar minha dor
Consegui mostrar minha angustia?
domingo, 7 de outubro de 2012
Gran Esperanza
No interior de cada amor há um pouco de amizade. No interior da paisagem sempre há a beleza.
E ela me diz:
“Seja forte como a água e paciente como o tempo”
E continuamos olhando para o infinito, enquanto conversávamos.
“No interior de cada homem há desgosto, há revolta, há vingança. No meu interior eu só consigo encontrar isso”
“Não é verdade. Você é muito mais que isso, só não consigo provar”
“Se não consegue provar, pelo menos não me prove o contrário”
O vento era forte, anunciava apenas o alto mar, mas lá, adiante, cruzando o oceano, se encontrava a terra firme.
“A sensação que dá quando me deparo com uma paisagem dessas é diferente, é um sensação de paz, alívio. De que existe muito mais que eu no meu mundo, e, para mim, isso é bom”
“É”
“Não estou mais aqui para assegurar sua felicidade, algo muito difícil por sinal, estou aqui para interpretar seus sonhos e fazer parte deles”
“É impossível”
“É”
“Do que você lembra vendo essa paisagem? sentindo essa paisagem?”
“Muitas coisas, que foram épocas boas, e que também foram épocas horríveis, mas principalmente do que foram, separadamente, para mim e para você. E você?”
“Não sei”
“Sonhei com você. Sonhei com ela. Sonhei que era esmagado pela minha própria autoestima. Horrível, me senti derrotado, me senti mal”
“Ela?”
“Sim... Seria possível me apaixonar novamente?”
“Sempre é”
“Não estou confiante. Não por mim. Acredito em mim. Confio em mim. Não quero me machucar novamente. Será que é possível? Será que não é muito prematuro?”
“Temos que arriscar”
“Não é assim tão simples”
“Nunca é”
O dia estava terminando de amanhecer. Paramos de conversar e ficamos em silêncio por um bom tempo.
“Essa paisagem, todas essas paisagens, me fazem lembrar o passado. Que vergonha! Arrependo-me de tanta coisa!”
“Eu não”
E ficamos ali por um bom tempo, sem cansar de observar o mar.
Sempre há uma história para cada paisagem.
E eu continuarei com a minha.
domingo, 30 de setembro de 2012
Para lembrar o que sou
Mas, e você? Quem é você? Uma pessoa que tortura a outra por pensamentos? Uma pessoa que se diz superior, mas não há um pingo de humildade em seu interior. Diz-se o máximo, e diz não fazer isso e aquilo porque sua religião não permite. Religião?
Você quer me falar de religião quando acha que pode vencer seus “amigos”? Você é correto, é o que dizem sobre você, é o que você mesmo diz, mas há muitos corretos como você, há muitas pessoas assim, e já conheci muitas delas.
Ninguém pode vencer os amigos. O que você fala de mim, pode até me deixar nervoso, estressado, mas, no fundo, não me atinge.
Você não é melhor que eu, ninguém é. Cada um com sua perfeição, pois cada um é perfeito de um jeito.
Você não é certinho. Nunca foi. Traiu mais de um amigo seu, que eu saiba, traiu todos que confiavam em você, mas ninguém sabe, ninguém acredita, pois você é certinho. Você não me engana, nunca me enganou. Você não é certinho pois julga os outros como seres inferiores, sabe quem é inferior?
Inferior é aquele que é um ser falso, que as conquistas e as glórias são ser melhor que alguém. Você é inferior.
Eu faço minhas conquistas e minhas glórias sem passar por cima de ninguém. Você diz que conquistaria o que eu conquistei se quisesse, mas não conquistou.
Se existe um tipo de escória no mundo, são pessoas como você. Pessoas insensatas, hipócritas, mas só o fato de não serem humildes já tira todo e qualquer brilhantismo delas.
Eu me julgo capaz de transformar meus próprios caminhos, minha própria vida, e só eu poderei me julgar.
E você, e todos parecidos com você, os “certinhos”, um dia vão perceber que a falsidade de vocês só leva a desconfiança das pessoas.
Eu estou arrastando devagar as correntes e, um dia, você vai saber que tudo o que falou de mim não era verdade. E não é.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Por Inteiro e pela história
O clima. O ar. Sinto-me dentro do ambiente novamente, sinto o peso da roupa pelo meu corpo, sinto vontade de ir, ir embora, arrumar a bagunça e falar: "já fiz tudo, viu?". O sentimento é de... Bom, receio que seja de algo próximo a paixão, paixão pela vida, paixão pelo que viveu e, também, uma enorme vontade de gritar para todos: "Eu vivi esse momento!", e acredite, eu vivi, e por isso gosto de voltar atrás e relembrar, não sou um museu, múmia, ou qualquer outra analogia as lembranças passadas, sou um apaixonado, apaixonado pela vida, apaixonado pelos momentos. Os momentos sim, eles que trazem alegria, mas trazem angustia. Angustia por quê? Angustia de quem viveu e sentiu necessidade de viver mais, viver mais aquele momento, um momento que está preso no passado, acabei, por fim dessa conclusão, descobrindo o real significado de nostalgia.
Mas não quero lembrar com nostalgia, ou melhor, não quero a nostalgia, uma doença, uma palavra ruim, feia. Que tal paixão? E se for amor? Prefere assim? Se for muito difícil tragar essas palavras, use apenas felicidade.
E se for ver com esses olhos, ser feliz é nada mais nada menos que descomplicar. Nada de complexidades. É difícil, e, sejamos realistas, o mundo não é assim, mas tente ser absolutamente imparcial, descomplicado.
Mas o que me deixa muito chateado é não poder prever o futuro, para comentar com um amigo: "Ei, adivinha o que vai acontecer", mas essa é a graça, no futuro iremos rir, sim, rir, de tudo. Ficaremos sempre magoados, sempre, mas podemos sempre rir, sempre.
Uma imagem que não apenas diz algumas palavras, mas conta uma história de uma vida toda, vivida até o momento e enquanto estiver vivendo.
Não acredito em nostalgia, acredito em paixão, a paixão que expresso um simples sorriso, a paixão que me lembra daquilo que eu sou, eu sou o que está aí e isso não pode ser tirado de mim, eu sou o que aconteceu, eu sou o agora e, por mais que seja diferente, serei o futuro.
E sempre carregarei essa paixão.
Thadeu Saieg
sábado, 22 de setembro de 2012
Monólogo da Separação
[Entrada na cena] [Música para] [Entra olhando para cima]
Há uma coisa, uma pequena coisa, que não contei para vocês. [Olha para a plateia]
Obrigado pelos aplausos mais uma vez, muito obrigado mesmo. [Fala meio disperso]
Sim, voltando, há uma coisa que não falei para vocês: A vida muda, e a minha sempre mudou e de várias formas diferentes. Na maioria das vezes foi ruim. [Olha para baixo e solta um suspiro de cansaço]
Eu não sou bom em lidar com as mudanças e elas ocorrem o tempo todo e, ás vezes, sem você perceber.
Não é que tudo na minha vida dê errado, não estou falando isso. [Esfrega os olhos] É só que eu levo muito á sério coisas ruins.
[Senta-se numa cadeira]
Com licença, mas estou muito cansado, cansado demais para conseguir por os pensamentos em ordem, mas vou tentar.
[Encurva-se para a plateia]
Ultimamente tenho feito tanta coisa num só dia. Retomei minhas aulas de teatro, sou um dos melhores alunos da turma. Tenho qualidades, muito boas por sinal, tenho defeitos, quem não os tem? [Esboça um sorriso de canto] Aprendi muita coisa nesse meio tempo e nunca vou parar de aprender, teorias e práticas, profissional e pessoal. Sou uma nova pessoa, diferente, e sempre vou ser diferente!
[Recosta-se novamente na cadeira e olha para um ponto fixo com olhar vago no meio da plateia]
Eu tenho amigos, bons amigos e os faço em todo lugar, o engraçado é que escolho as pessoas certas, divergências acontecem, mas são as pessoas certas porque fazem parte do meu caminho, imagina se não fossem? Terrível!
[Abriu um sorriso em tom de alegria]
Escrevo minhas próprias peças e todos gostam delas, algumas pessoas não concordam, mas a maioria gosta, mesmo que seja para me agradar! Que mal tem isso? Eu gosto, me sinto bem.
Sou uma pessoa boa, não desejo o mal nem da pior pessoa do mundo, nem daqueles que me fizeram sofrer.
[O sorriso se desfaz]
Nem da pessoa que me fez sofrer. [Uma rápida pausa] Sabe, de todas as mudanças que já passei nunca achei que sofreria tanto, ou melhor, não podia saber que um dia sofreria tanto.
[Outra rápida pausa]
Como se pode desejar o mal da pessoa que amou? Nem que fosse a pior pessoa do mundo, e talvez seja.
O sofrimento faz parte, as mudanças fazem parte.
Não sou triste, sou uma pessoa feliz, com altos e baixos, sou feliz. [Abre novamente um sorriso] Vocês tem que ver como as coisas estão dando certo, para mim e para as pessoas em minha volta, que felicidade!
[Vagamente vai fechando o sorriso] [Olha novamente para um ponto fixo com olhar vago]
Mas é que quando tento lembrar do passado, mesmo de uma forma boa, com felicidade do que já foi bom, eu não consigo, eu consigo entender como, não consigo entender por que.
O sofrimento me ensinou a ser mais feliz, mas não me ensinou a esquecer.
[Fecham-se as cortinas]
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Ás vezes faltam palavras
"Oi... é verdade...
Sabe, tem muitas coisas que gostaria de dizer agora, coisas que me fazem pensar e me fazem triste, mas ao mesmo tempo feliz que estou falando, finalmente irei dizer o que sinto, num lugar tão inusitado. Me perdoe se você não quiser ouvir, me perdoe se agora não é a hora devida e que talvez eu devesse falar em uma outra oportunidade, mas talvez seja a última vez que irei te ver, talvez não tenha uma segunda chance e eu, como você bem já sabe, já desperdicei muitas chances até agora. Não posso mais, vou falar, tem que ser agora.
Me desculpe, me desculpe por tudo, desde que eu abandonei o que era pra você uma amizade até o dia em que desisti dela, nunca fui bom de correr atrás do que eu perdi, sempre abaixo a cabeça, e a culpa foi minha? Sim, talvez estivesse errado, e eu estava, estava cego, meio difícil explicar, e você tinha razão, todos tinham razão, ela me machucou, fui imaturo de acreditar em uma pessoa e ver mentiras
Desculpe, mas eu sinto falta das conversas profundas e engraçadas, com uma pitada de humor, sinto falta dos passeios, sinto sua falta. Meio clichê, e é muito, mas é verdade. Percebi, depois de muito tempo que não se desiste dos amigos, aprendi isso com pessoas que, antigamente, eu achava que nunca seriam tão amigas quanto são hoje, e eles são. E você também foi, nunca tive problema com você, talvez fosse ciúmes dela, talvez fosse maluquice minha, mas gostava de ter você do meu lado, e acho que ela via perigo nisso. Normal, eu acho, mas passa do normal quando inventa coisas para fazer você parecer culpada de uma coisa que, agora eu percebo, você não tem culpa.
Eu seu que falei muitas coisas, eu sei que parecia ser falso, mas é que eu estava chateado, faltava uma parte para completar e eu não achava. Quando te vi agora, pensei que não ia falar comigo, por ressentimento ou algo assim, mas vejo que pra você isso já passou, bom, pelo menos eu espero que sim. Só quero que você me perdoe por tudo, e eu realmente quero voltar aos velhos tempos, mas acho que essa parte é sonho, mas é bom sonhar, bom pensar que um dia iremos voltar a se falar como antes.
Antigamente você era uma grande companheira, mas sempre tenho que aceitar as mudanças, perder o passado, os contatos, não quero mais, não quero perder mais nada, e se for pra exigir algo, eu exijo somente lealdade, uma lealdade que se tornou prova para que eu visse o quão fieis são os meus amigos, e eles são, e eu me orgulho em dizer que eles são e disso não me arrependo.
Mas, enfim, me desculpe, não quero estragar sua noite, não estamos aqui para conversar essas coisas, só fiquei com esperança.
Eu queria dizer isso tudo para você, mas é que ás vezes me faltam palavras, muitas palavras."
domingo, 12 de agosto de 2012
Fluxo da vida
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Tudo Fica Bem Quando Acaba Bem
Tinha sonhos e nele me via como coadjuvante, sendo que, na realidade, era o ator principal. Nos meus sonhos, largava amores por amores.
"Nunca foi uma relação normal". Pensar nas possibilidades de se construir uma família. Minha irmã iria entender. Meu amigo iria entender.
Deixei sem querer pessoas magoadas e a culpa não foi minha. Acreditaram no meu amor, até perceberem que o perfeito também tem falhas.
"Eu não amava". Vivo pensando em outras possibilidades, outras pessoas, mas, ás vezes, não confio nem em mim.
Invento coisas, mas não sei como funcionam, não sei criar. Imagino lembranças. Nada fica bem se acaba bem, porque as lembranças ficam até o fim.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Vívido Orgulho
é o poder que recria a existência
a vida é um poder absoluto
e a existência é um dos seus motivos
Me mantenho tarde em pé,
olhando os bêbados passarem,
a multidão se recuperar
é a ressaca que vai chegar.
Perco a fé, perco amigos,
restauro a vida, a existência
que, por si só, faz a alegria
sentimento de grupo que faz viver
Mesmo que perca tudo
mesmo que me faça mudo
que fique cego
que perca a fé
não vou perder a Fé
Passo de bêbado,
o que já não é,
passa o pássaro
ele está em pé,
visão da janela,
ele está caído.
Sorrindo,
estridente orgulho da noite.
Orgulho único,
transparente,
orgulho de ter se emocionado.
Orgulho pobre,
indecente,
orgulho de ter sonhado.
Orgulho mutuo,
diligente,
orgulho de ter amado.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Existência na vida
Tira-lhe a face,
grita-lhe o corpo,
arde a vontade.
Regenera,
Cria coragem,
Viva um pouco,
mate a saudade.
Desfacela,
faça tiragens,
ele vem do topo,
torture a verdade.
Impeça,
qualquer arbitragem,
mais do que um pouco,
cancele a viagem.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Na varanda
eu sou apenas o que sempre fui
mas você não "acha nada"
como aquele sentimento antigo
aflorando novamente só pra mim
vai ver você já notou
e na verdade, já até comentou.
O que sinto por ela, não é nada demais
é apenas um sentimento que deixei pra trás
O que posso falar dela, coisa demais
só posso dizer que ela me deixa em paz
Sou ser humano, tenho esse direito
Melhor do que viver com preconceito
Faço o melhor de mim para você
tento coibir esse prazer
Não quero parecer insano
Nem tão pouco leviano
mas é que as vezes bate saudade
do que já foi bom de verdade.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Fora Brasil
só fica eu e os sentimentos
materialmente vai-se à fora
voltando em vários momentos
De vez em quando acho
tudo vai mudar
de vez em quando penso
onde é o melhor lugar?
Não estou na depressão,
outra fonte geográfica
ninguém ouve minha voz
outra fonte de argumento
Fica triste, chateado, desolado
nervoso, atordoado, impiedoso
fiel, infiel, disposto
no suposto regime do comando
Estou no regime desse comando
A gargalhada do suplente
que me vê gritando.
Estou no comando.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Mind The Gap
Um mundo de intrigas decorrentes
Vacila nas palavras que solta
Libera a tristeza em sua volta
Não aprende, infelizmente
Não vive, literalmente
Não seja tão sincero consigo mesmo
é tão fácil viver sem desespero
Sua vida no aguarde de outra vida,
vivendo uma barreira infinita,
as infinitas possibilidades que circulam
em sua volta elas não caem
vai ao mundo e pede seu perdão
não sai da mão, da sua boca
é um vão, entre mim
e seu coração.
