When I was young It seemed that life was so wonderful A miracle, oh it was beautiful, magical And all the birds in the trees Well they'd be singing so happily Oh joyfully, oh playfully watching me But then they sent me away To teach me how to be sensible Logical, oh responsible, practical And they showed me a world Where I could be so dependable Oh clinical, oh intellectual, cynical
There are times when all the world's asleep The questions run too deep For such a simple man Won't you please, please tell me what we've learned I know it sounds absurd But please tell me who I am
Now watch what you say Or they'll be calling you a radical A liberal, oh fanatical, criminal Oh won't you sign up your name We'd like to feel you're Acceptable, respectable, oh presentable, a vegetable
At night when all the world's asleep The questions run soo deep For such a simple man Won't you please, please tell me what we've learned I know it sounds absurd But please tell me who I am, who I am, who I am, who I am
TRADUÇÃO
Quando eu era jovem Parecia que a vida era tão maravilhosa Um milagre, oh ela era tão bonita, mágica E todos os pássaros nas árvores Estavam cantando tão felizes Oh alegres, brincalhões, me observando Mas aí eles me mandaram embora Para me ensinar a ser sensível Lógico, oh responsável, prático E me mostraram um mundo Onde eu poderia ser muito dependente Doentio, intelectual, cínico
Tem vezes, quando todo o mundo dorme Que as questões seguem profundas demais Para um homem tão simples Por favor, me diga o que aprendemos Eu sei que soa absurdo Mas por favor me diga quem eu sou
Eu digo: Agora cuidado com o que você diz Ou eles vão te chamar de radical Um liberal, oh fanático, criminoso Você não vai assinar seu nome? Gostaríamos de sentir que você é Aceitável, respeitável, oh apresentável, um vegetal!
À noite, quando todo o mundo dorme, Que as questões seguem tão profundas Para um homem tão simples Por favor, me diga o que aprendemos Eu sei que soa absurdo Mas por favor me diga quem eu sou Quem eu sou, quem eu sou, quem eu sou
Sinto querer abrir a boca e dizer palavras tolas, dizer coisas que são horriveis de se sentir e de se dizer, odeio todas elas, odeio essas palavras que me deixam preso.
Quero gritar, falar o que penso, mas nem eu mesmo sei ao certo o que penso.
O que posso fazer? Além de esperar? Além de olhar? Além de confirmar?
Eu posso crescer. Eu posso pensar. Eu posso crescer.
Quando a tarde chegava para alimentar a saudade de dias sem ver a pessoa que o fazia feliz ele chorava. Chorava para vê-la, chorava quando não podia toca-la e se emocionava quando chegava essa hora. Toda terça era o dia dele visitar sua querida irmã. A única pessoa que dava seu devido valor era ela, sem pai, sem mãe, abandonados no mundo. Ele era adotado, ela ainda estava na adoção. Pedia para seus pais, toda semana, para leva-lo ao encontro dela. Explicava ao seus pais, com a esperança que eles poderiam adota-la também. Mas não faziam, e ele não sabia o motivo. E exatamente na 46ª terça em que ele foi visita-la teve a surpresa mais desagradável do mundo. Ela não estava lá, foi adotada. Entrou em desespero, deprimiu-se, rebelou-se, falou com seus pais e eles nada puderam fazer, apenas descobriram que ela fora morar com alguém em um lugar bem longe dali, daquela cidade, aquela cidade aonde ele não queria mais estar. Queria fugir, ir atrás da irmã, o nome da cidade estava em sua cabeça, o nome estava lá. Sem saber exatamente aonde estava e nem para aonde ir, numa noite quente, resolveu fugir para encontrar sua irmã. Tudo que sabia era aonde estava e para aonde precisava ir, mas não sabia como, e nem aonde era aquele lugar, que pelo nome, parecia uma cidade do interior de algum lugar, aonde as pessoas pareciam viver na paz. A primeira coisa que fez foi sair de casa, com uma mochila que tinha um pouco de roupa, que ele considerava necessário, um bolinho de dinheiro, que tinha juntado com a mesada, pacotes de biscoito, um livro e outros aparatos pessoais. Era um garoto de 15 anos atrás da irmã de 9 anos. Aonde ele poderia chegar? Até o fim. O destino era a cidade de Arabutã.