quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Academia

Escrever, escrever
falar e escrever
em prosa, cantar,
em verso, fazer

Não Mário, nem Oswald,
mas carrego a mesma cisma
Não sou Vinicius, nem Chico,
mas sigo a mesma rima

Não sou moderno
Não sou barroco
E do romance
herdei muito pouco

Não sou famoso
Nem muito bom
o que escrevo
não é formoso

Quem eu cito
Euclides
De quem eu falo
Marília
Amor de amigo meu

Não são belas
Nem atrevidas
essas palavras
que não são nada

cito Rogério
e nem me importo
pois escrevo
apenas o que gosto

domingo, 10 de outubro de 2010

Cego e Surdo

Ela olha para ele
a beleza está nas palavras
e com esse sentimento
ele se torna imortal

Ó coração leviano
que insiste em brincar
com seus sentimentos
e fazer sua cabeça

Um amor maior que tudo
Mas tudo acaba um dia
Como ela por ele

O amor continua
Sem problemas na mente
Mas um coração insano.

Não se vê verdade
Mas indecisão em suas palavras
Ele fala como se tivesse esquecido
Mas lá dentro há um aperto

Há indecisão entre os dois
Entre um cego e um surdo
Nada pode se ver nem se ouvir



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Na mesa do jantar

O Doutor me falou:
"Você está muito triste senhor"
O Doutor me avisou:
"Vire seu mundo para inibir essa dor"

O Doutor me falou
que quando escrevo
o mundo em mim
fica no breu

Não quero falar de amor
Não quero falar dela
Não quero falar de amor
Não vou mais falar dele

Cheguei a casa
Ouvi minha mãe chorando
Mãe, não fique triste, pensando comigo
Vou cantar uma canção pra ela

Aproveite o agora, aproveite seu filho,
Aproveite sua família,
quer ir jantar comigo?
Aproveite seu espaço
Sorria e me dê um abraço!
Porque essa noite você vai jantar comigo.

Mãe não fique triste, esqueça o que te aflige
Vou cantar até você melhorar.
Não gosta de cenoura? Não gosta de pimenta?
Tudo bem, eu preparo o jantar!

Mãe vou te levar ao Doutor,
uma lição ele me ensinou
e essa mesma eu vou te cantar!
Mãe isso não é tristeza,
é que está na hora de jantar!

Vamos comer juntos,
ali naquela esquina,
tem um restaurante!
Uma maravilha!

Mãe, estou com fome,
isso não é novidade,
para de chorar
eu quero é jantar!

Agora mãe, vou te explicar,
estou aqui com você
e sempre vou estar,
mas uma coisa te explico,
não é difícil entender,
se você jantar comigo,
eu vou te distrair,
e todos na mesa,
todos nós, vamos morrer de rir.
Então pare de chorar!

sábado, 25 de setembro de 2010

Question - System Of a Down



Sweet berries ready for two
Ghosts are no different than you
Ghosts are now waiting for you
Are you?

Sweet berries ready for two
Ghosts are no different than you
Ghosts are now waiting for you
Are you dreaming?

Dreaming the night?
Dreaming all right?

Do we, do we know
When we fly?
When we, when we go
Do we die?

Sweet berries ready for two
Ghosts are no different than you
Ghosts are now waiting for you
Are you?

Sweet berries ready for two
Ghosts are no different than you
Ghosts are now waiting for you
Are you dreaming?

Dreaming the night?
Dreaming all right?

Do we, do we know
When we fly?
When we, when we go
Do we die?
(Without being alive?)
Yeah

Do we, do we know
When we fly?
When we, when we go
Do we die?
Yeah


TRADUÇÃO:
Pergunta
Doces frutos pronto para dois
Fantasmas não são diferentes de você.
Fantasmas estão esperando agora por todos vocês
Você está?

Doces frutos pronto para dois
Fantasmas não são diferentes de você.
Fantasmas estão esperando agora por todos vocês
Você esta sonhando?

Sonhando a noite?
Sonhando tudo bem?

Nós,nós sabemos
quando voamos?
Quando nós, quando nós vamos
Nós morremos?

Doces frutos pronto para dois
Fantasmas não são diferentes de você.
Fantasmas estão esperando agora por todos vocês
Você está?

Doces frutos pronto para dois
Fantasmas não são diferentes de você.
Fantasmas estão esperando agora por todos vocês
Você esta sonhando?

Sonhando a noite?
Sonhando tudo bem?

Nós, nós sabemos
quando voamos?
Quando nós, quando nós vamos
Nós morremos?
(Sem estarmos vivos?)
Yeah

Nós, nós sabemos
quando voamos?
Quando nós, quando nós vamos
Nós morremos?
Yeah



Sobre a banda:
System of a Down (também conhecida como SOAD ou System), foi uma banda de Rock Alternativo formada em Los Angeles, California, Estados Unidos, em 1993.

A banda era formada por Serj Tankian (vocal, teclado), Daron Malakian (guitarra, vocal), John Dolmayan (bateria) e Shavo Odadjian (baixo).

As letras são motivadas politicamente, o que é mais evidente nos álbuns Hypnotize e Mezmerize. SOAD era parte do Axis of Justice, uma organização sem fins lucrativos formada por Serj Tankian e Tom Morello, guitarrista das bandas Audioslave e Rage Against the Machine. A proposta é juntar músicos, fãs e pequenas organizações políticas para lutar pela justiça social. A banda lançou cinco álbuns de estúdio, onze singles e dez videoclipes.

A banda foi uma das que lideraram o Ozzfest 2006, fazendo dezenas de shows entre os meses de Junho-Agosto. Anunciaram durante esse período que entrariam em hiato sem tempo determinado, para que cada membro pudesse cuidar de seus projetos pessoais. A última atuação da banda foi em 13 de agosto de 2006 em West Palm Beach, na Flórida. No final do show, todos os quatro membros se abraçaram e se curvaram aos fãs como forma de agradecimento. “Hoje será o último concerto depois de tantos anos juntos. Voltaremos em breve. Só não sabemos quando” - palavras de Malakian.

Em 2007, o vocalista da banda Serj Tankian, lançou um álbum solo nomeado Elect the Dead, e o guitarrista Daron Malakian junto ao baterista John Dolmayan lançou um álbum com sua outra banda, o Scars on Broadway, enquanto o baixista Shavo Odadjian, criou o grupo de rap achozen, juntamente com o rapper RZA, membro do Wu-Tang Clan, já o baterista, John Dolmayan por sua vez criou uma loja virtual chamada Torpedo Comics, que vende uma das maiores paixões de John que são as revistas em quadrinhos que vem colecionando desde os 12 anos.

Discografia:
System of a Down (1998)
Toxicity (2001)
Steal This Album! (2002)
Mezmerize (2005)
Hypnotize (2005)
(Fonte: Last.fm)

domingo, 19 de setembro de 2010

Deus no futebol

Eles chegaram ao colégio, o neto e seu avô juntos, passeando sem a ajuda de seus pais, exatamente como faziam antigamente, na cidade, no dia das crianças. Porém no colégio eles estavam, eles queriam estar. O neto acompanhou o avô, que com certa idade tinha dificuldades para andar, levou-o até a quadra onde de lá veria seu neto jogar.
- Estou torcendo por você - a idade não o deixava gritar muito alto, mas seu neto ouviu, sentiu.
- Obrigado! Vou ganhar pra você!
Não tinha habilidades para ganhar, não era o principal, mas estava ali, tinha aquilo ali naquela hora.
- Aquele ali é meu avô - os companheiros de time precisavam saber, aquela vergonha não existia, e isso enriqueceu a alma de seu avô, e começou a sorrir mais ainda.
O jogo começou e sua garra estava fazendo o time avançar, ocupava o jogo e a quadra totalmente e seu avô torcia. A bola então foi deixada sem querer no meio da quadra, e entre dois jogadores lá foi seu neto, escorregou a bola pra frente.
- Mostra pra eles! Você pode, pode sim! - a voz de seu avô tinha se normalizado.
O goleiro que vinha em sua direção recuou o corpo pra trás, e o chute foi decisivo.
Procurou sua namorada, deu um beijo nela, procurou seus companheiros de time e os agradeceu.
Olhou para cima.
- Pra você....

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Existência de Menino

Um menino, um menino normal, andava saltitando pelo corredor. Uma menina, uma menina bonita, parava de saltitar.
- Aonde você aprendeu isso? - Perguntara a menininha linda.
Ficou quieto, o frio chegou a sua barriga. "Deu um branco no meu estômago, ela falou comigo!". Nenhuma palavra foi pronunciada.
- Vamos brincar que estamos num trem!?- Ela deu a ideia.
- Que tal continuarmos a andar assim, juntos?
Ela respondeu que sim com gestos e enquanto andavam, pulavam, saltitando, como qualquer criança faz. Desceram uma rampa, encontraram a saída e seguiram em frente. Quando o menino, menino bonito, olhou para trás, a menina, menina normal, havia sumido.
O menino já um pouco crescido encontrou outra menina, menina essa que pegou seu coração.
- Mas... de quem mesmo você gosta? - Ela perguntara.
- Já falei, de você.
- Impossível, é brincadeira!
Com seu coração na mão, rejeitou-o e o jogou no chão. Ele tentou ignorar, fez os anos passarem, até encontrar, outra menina, menina essa desenvolvida, mas a atração era puro visual, nem mesmo a conhecia. Depois que dançou com ela num baile, simulou um tiro no coração, mas quem o ajudou foi outra menina, por quem se apaixonou.
- Você mentiu pra mim! - Ela retrucou.
- Não menti, só tive medo.
- Acho melhor esquecermos isso.
O menino, menino chateado, menino normal, esqueceu essa menina. Depois de esquecê-la, jurou junto a Deus não amar mais ninguém, para não se machucar mais.
Mais veio uma menina, menina triste, que se apegou ao menino e o menino no apego esqueceu-se de seguir o texto, e a menina se foi, porém voltou, descobrindo os dois que o sentimento não acabou.
- Não sei mais de nada. - Disse ela.
- E o que eu posso fazer?
- Me dê um abraço!
Menino que um dia foi criança, foi menino e que agora encara seu próprio adulto. Menino de várias faces, de várias dúvidas, de vários aprendizados e ideologias, menino que se espelha em busca do real, menino que acredita na mentira alheia, mas depois aprende de forma normal. Menino que sabia como cantar, mas não sabia assobiar, menino que tinha medo de ser, quando descobriu que era. Menino que acha que o amor é como um computador. Menino pra sempre, meu caro menino, você vai encarar nessa vida um outro menino achando que não é menino. Sua simplicidade menino é sempre saber que para sempre será menino.
E ele, menino encontrado, voltou a saltitar sem a conclusão do termo amar.

domingo, 22 de agosto de 2010

No Restaurante

Diante do mar eu não vejo nada. Me falaram que essa fase era normal... Não ver nada no mar e quando ver, fingir que não viu. Mas eu realmente não enxergo o mar, parece que lá na frente não há um continente, sim uma cachoeira, uma cachoeira que se perde no infinito, como os antigos acreditavam antes de explorar o mar, tinham medo. É basicamente a história da vida de qualquer ser humano: O medo de explorar o mar, mas quando explorado descobrir riquezas. Mas não vejo nada no mar.
Tem vezes que eu acho que não vou conseguir atravessa-lo, tem vezes que sinto que nunca irei chegar lá, vou permanecer aqui para sempre....
"Medo de crescer pai? acho que não, acho que não..."
 
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