segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Fora Brasil

Leva tudo embora
só fica eu e os sentimentos
materialmente vai-se à fora
voltando em vários momentos

De vez em quando acho
tudo vai mudar
de vez em quando penso
onde é o melhor lugar?

Não estou na depressão,
outra fonte geográfica
ninguém ouve minha voz
outra fonte de argumento

Fica triste, chateado, desolado
nervoso, atordoado, impiedoso
fiel, infiel, disposto
no suposto regime do comando

Estou no regime desse comando
A gargalhada do suplente
que me vê gritando.

Estou no comando.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Mind The Gap

Mais uma imaginação sobrevivente
Um mundo de intrigas decorrentes
Vacila nas palavras que solta
Libera a tristeza em sua volta

Não aprende, infelizmente
Não vive, literalmente
Não seja tão sincero consigo mesmo
é tão fácil viver sem desespero

Sua vida no aguarde de outra vida,
vivendo uma barreira infinita,
as infinitas possibilidades que circulam
em sua volta elas não caem
vai ao mundo e pede seu perdão
não sai da mão, da sua boca
é um vão, entre mim
e seu coração.





quarta-feira, 7 de setembro de 2011

É o fim de tudo

Estou sentindo aquela sensação novamente
Não posso vê-la, não posso tocá-la
Estou, agora, na posição inversa
estou vivendo a dificuldade
é inverso, mas não é proporcional

Quando as mães vêem seus filhos chorar
Quando os mundos se acabam
Quando não há existência
Quando a morte chegar

Aqueles que se dizem gênios
os que sofrem e são torturados
essa dor que não chega
ela não chega perto de mim

Na janela do ônibus vi seu reflexo
olhei para o lado.
No meio da rua vi seu reflexo
olhei para o lado.

Vejo duas, duas.
Para dentro de mim.
Quero fora de mim.
Permita sempre ser assim.
Ser, sempre, sempre assim.

Não há existência e não há fim
Nada é constante dentro de mim
Nada vai pra fora
Nada vai embora
é o fim de tudo.
É o fim.

domingo, 10 de julho de 2011

Não é o fim de tudo

Se voltasse no tempo
Seria agora
Ninguém estava comigo
Ninguém estava
Alguém está
Está sentada no sofá

Não é o fim do mundo
Engula isso
Siga em frente
Como sempre seguiu
Como sempre foi
Como sempre vai ser

picadas
dentadas
mordidas
e
Abraços.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

No banco da escola

Olho o gosto do sentimento
Gosto de sentir o olhar
Mas esses olhares,
sentimentos,
gostos,
Não são meus.

Torno-me mutante desde que nasci
Nasci desde que me tornei mutante
Mas essa vida,
nascimentos,
desejos,
Nunca foram meus.

Viro falso, poeta e exato
Viro poeta, falso, exato
Viro falso exato poeta.
Mas essas poesias,
cálculos,
essas pessoas,
Não são minhas.

O que sou?
Sou o que não sou
O que sempre quero ser
Sou o eu para te agradar
Sou o eu para te fazer sofrer
Sou o eu para te discordar
Sou eu para viver.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Academia

Escrever, escrever
falar e escrever
em prosa, cantar,
em verso, fazer

Não Mário, nem Oswald,
mas carrego a mesma cisma
Não sou Vinicius, nem Chico,
mas sigo a mesma rima

Não sou moderno
Não sou barroco
E do romance
herdei muito pouco

Não sou famoso
Nem muito bom
o que escrevo
não é formoso

Quem eu cito
Euclides
De quem eu falo
Marília
Amor de amigo meu

Não são belas
Nem atrevidas
essas palavras
que não são nada

cito Rogério
e nem me importo
pois escrevo
apenas o que gosto

domingo, 10 de outubro de 2010

Cego e Surdo

Ela olha para ele
a beleza está nas palavras
e com esse sentimento
ele se torna imortal

Ó coração leviano
que insiste em brincar
com seus sentimentos
e fazer sua cabeça

Um amor maior que tudo
Mas tudo acaba um dia
Como ela por ele

O amor continua
Sem problemas na mente
Mas um coração insano.

Não se vê verdade
Mas indecisão em suas palavras
Ele fala como se tivesse esquecido
Mas lá dentro há um aperto

Há indecisão entre os dois
Entre um cego e um surdo
Nada pode se ver nem se ouvir



 
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